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Brincar para quê? Para que brincar?

O texto de hoje foi pensado em homenagem ao mês das crianças! Vamos falar sobre a importância da brincadeira.

 

Com a era digital a presença das brincadeiras no universo infantil está cada dia mais escasso nas escolas, nas casas e nas ruas. Os jogos e as atividades lúdicas estão perdendo espaço e sendo desvalorizados.

Brincar é muito importante para o desenvolvimento humano, essa atividade oferece inúmeras ferramentas que auxiliam no desenvolvendo motor, físico, social, psíquico, intelectual, entre outros.

Você que está lendo este texto agora consegue lembrar a sua brincadeira preferida? As sensações dessa brincadeira? Os sentimentos presentes nas recordações?

Brincadeiras são repletas de diversão, descontração e também auxiliam a nossa compreensão e assimilação do mundo externo, deixando marcas afetivas e significativas em nossas vidas.

É possível que você tenha boas recordações da infância a partir das brincadeiras, mesmo quando existem momentos difíceis nesta fase da vida, a brincadeira pode ser a fonte de alegria e de prazer.

A brincadeira desempenha um papel significativo no universo infantil, ela auxilia para que as crianças aprendam e interajam com a realidade a sua volta. Brincando as crianças conseguem, entre outras coisas, distinguir o real do imaginário e se preparar para desempenhar as funções da vida adulta. Compreendemos que as crianças se expressam primordialmente de forma lúdica, pois essa é a linguagem acessível ao seu universo, onde elas podem expor seus sentimentos e criar situações de experiências propicias a aprendizagem.

A brincadeira não é inata, ela se constrói através das relações sociais e culturais em que o individuo está inserido. Por isso ela precisa ser estimulada e compreendida como um meio de aprendizado na vida.

Vigotsky (1998) assinala que brincar, além de ser uma atividade criadora, onde a imaginação, a fantasia e a expressão estão presentes, auxilia nas intereções sociais, na capacidade de assimilar as regras e na criação de novos significados para a realidade. O autor afirma que a brincadeira é uma forma de compreender e assimilar o meio em que a criança está inserida. No faz de conta a criança é capaz de desempenhar e testar vários papéis da sociedade da qual faz parte.

Piaget (1975) descreve que o jogo pode ser estruturado em três tipos: de exercício, simbólico e de regras. Os jogos de exercícios são caracterizados pela repetição de uma ação pelo prazer que proporciona. O jogo simbólico é caracterizado pelo o faz-de-conta e os jogos de regras se constituem pela coletividade, pela arbitrariedade, normas e limites. O autor aponta que o a desenvolvimento da criança é gradativo e que o lúdico auxilia diretamente na ampliação das atividades intelectuais e cognitivas.

Percebemos a importância da brincadeira e da ludicidade estar inserida na escola, não apenas na educação infantil, mas durante todo o processo de aprendizagem. Aprender brincando proporciona uma aprendizagem mais significativa, autônoma e repleta de sentido.

As atividades didáticas selecionadas e elaboradas a partir do lúdico, onde há compreensão das diferenças de cada aluno e favorecimento à construção do aprendizado por ele próprio, irão auxiliar os alunos para sentir mais prazer em estar inserido no universo escolar e dar mais significado pelo conteúdo aprendido.

O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (1998) apresenta inserção das brincadeiras no universo escolar como possibilidade do professor observar o desenvolvimento dos alunos, proporcionar a ampliação dos conhecimentos por meio das atividades lúdicas, permitir o enriquecimento das questões imaginativas, criativas e cognitivas.

Concluindo, a brincadeira deve ser considerada como uma ação fundamental para o desenvolvimento humano, compreendendo a importância da sua inserção no cotidiano infantil e dentro dos espaços educativos, favorecendo a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos.

Considere que a importância e a urgência da inserção da brincadeira na rotina da criança vai além de uma questão educativa, é um exercício de prazer que valoriza a liberdade, cuida da saúde mental e do bem estar infantil de forma viva, alegre e saudável!

Que viva a brincadeira!

 

Psicóloga Lígia D. Mendes

Gestalt-terapeuta

Psicóloga Escolar, Esp. em Psicologia da Educação

 

 

 

Ampliar Psicologia Clínica e Educação

www.ampliarpsico.com.br

 

Bibliografia:

BRASIL. Referenciais curriculares para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998

MACEDO, Lino, PASSOS, Norimar Christe, PRETTY, Analucia Sícoli. Os jogos e o Lúdico na Aprendizagem Escolar.  Porto Alegre: Artmed, 2005.

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

 

 

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